#KTV - Temp. 1 - Ep. 02 LINHAS MESTRAS DE EDUCAÇÃO

A psicanalista Kátia Aragão, desta vez, oferece aos pais, professores, psicólogos e educadores um espetacular instrumento de auxílio no processo de educação de filhos. Confiram e opinem!

                                                LINHAS MESTRAS DE EDUCAÇÃO 

Criar é uma arte, não tem fórmulas mas tem linhas mestras e é exatamente sobre isso que vamos conversar hoje. Eu sou Kátia Aragão e vou tocar você!

Olá, hoje eu vou lhes dar um instrumento de suma importância na criação e educação de seu filho. Este instrumento eu criei ao longo desses anos de psicanálise com o objetivo de auxiliar aos pais, professores, psicólogos educadores, enfim, as pessoas em geral, trata-se das linhas mestras de educação. 

A primeira delas (que são 3) é: Quem manda e quem obedece. Isso precisa estar bem claro pra quem obedece mas especialmente claro pra quem manda, afinal, quem manda é o adulto. 

Gente, toda essa organização para funcionar harmonicamente carece de um comando, a família é uma organização cujo o comando deve ser dos pais. A segunda linha mestra é: Quem é o adulto e quem é a criança. 

Existem cinco provas de que os educadores são os adultos, a primeira é a prova anatômica, não há dúvida entre a anatomia do corpo de um adulto e da anatomia do corpo de uma criança, seus músculos, seus órgão são maiores, enfim, a segunda prova é a prova fisiológica, o funcionamento do corpo de um adulto evidentemente é diferente da fisiologia do funcionamento do corpo de uma criança, uma mulher adulta menstrua e uma criança não, um homem adulto ejacula e uma criança não.

 A terceira prova é a prova cronológica, que diz respeito ao tempo, certamente um adulto já viveu muito mais tempo e portanto teve mais experiência do que uma criança.

 A quarta prova é a prova legal, o adulto, os pais, respondem legalmente por seus filhos, respondem legalmente por quem criam e educam e a quinta prova é a prova psicológica, não há dúvida de que qualquer adulto tem o poder de previsão e planejamento muito maior de que qualquer criança, de que é o adulto que está apto a prever perigos e situações que põe em risco a integridade física do seu filho, logo o adulto por ser movido pelo princípio de realidade, é ele que deve decidir pelo seu filho, especialmente pela criança, inclusive, outro dia um paciente me disse que desceu com o filhinho de dois anos para a piscina do prédio onde moram, ele disse que não estava sol, mas estava um mormaço legal, o filhinho queria tanto, mas tanto entrar na piscina que ele acabou deixando. Ele pensou: - Vou deixá-lo ficar por uma meia hora. 

Duro foi tirá-lo da piscina, o filhinho esperneou, bronqueou, chorou, até que finalmente ele me disse:
- Kátia, apesar de não ter desistido do limite, apesar de tê-lo deixado apenas a meia hora a qual me propus, eu fiquei me perguntando: 
- Será que não fiz errado, será que não fui muito exigente, será que não deveria tê-lo deixado mais, estava tão bom pra ele...
E eu respondi para ele o seguinte: 
- Olha, o seu filho tem toda a razão de querer ficar indefinidamente, porque ele é movido pelo princípio de prazer, tudo que é prazeroso ele quer fazer eternamente se possível, agora, quem pode mais não deve expor o seu filho é você, afinal de contas você é movido pelo princípio de realidade e mesmo que você, pai e mãe, errem em algum momento, exagerem, e isso vai acontecer inúmeras vezes num processo de criação, é o adulto quem responde legalmente pelo filho, imagine se seu filho tivesse uma gripe, se isso tivesse evoluído para uma pneumonia porque ele ficou bastante tempo num dia que só tinha mormaço, quem responde são os pais, mesmo que você erre na dosagem, mesmo que você erre porque poderia tê-lo deixado mais, a questão é que quem está apto para decidir pela segurança da criança, por aquilo que é melhor pra ela naquele momento são os pais, são os adultos.

A terceira e última linha mestra é:
- O que eu estou querendo dos meus filhos é algo absurdo ou faz parte de um processo normal de educação? 
Se a sua resposta é a segunda opção, faz parte de um processo normal de educação, outros pais também querem o mesmo, não se arreda o pé do limite dado ou da decisão tomada, afinal a criança pode e vai confundir esses papéis, ela é movida pelo princípio de prazer, então gente, tudo aquilo que é prazeroso a criança quer fazer indefinidamente, porque é prazeroso, mas o adulto até pode, mas não deve confundir esses papéis, isso porque o adulto ´movido por um princípio diferente chamado princípio de realidade, por tanto é ele quem está apto, é ele quem em competência para proteger e educar o seu filho, afinal de contas, como eu disse, criar, criar é difícil, criar é uma arte, criar pressupõe erros e eu pergunto: 
- Será que o erro dos pais serão muito importantes, será que o erro dos pais causarão nos seus filhos um problema maior? 

Não gente, os pais são responsáveis pelos filhos, os pais são educadores por excelência, logo cabe a eles a tarefa de cuidar, resumindo, finalmente, as linhas mestras são : 
1.Quem manda e quem obedece; 
2.Quem é o adulto e quem é a criança; 
3.O que quero dos meus filhos é absurdo ou é algo normal no processo de educação? 

Afinal, criar também implica em erros e será que errando os pais angariam a confiança dos filhos? 

Será exatamente esse o tema do próximo post. 

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